Sexta-feira, Março 30, 2012

O maestro

Procuro saber qual o caminho mais rápido até à palma da tua mão. Às vezes, naquele balanço doido esqueço-me da vontade que tenho de o fazer. Segundo as indicações que me deste, não preciso de avisar e posso fazê-lo a qualquer hora. Seja de dia ou de noite, parando ou não o tempo para descançar.
Não esperes que me desabitue do teu entretém com os meus dedos. Os teus parecem ponteiros de um relógio, que saltitam levemente de sessenta em sessenta segundos.
Nunca te disse, mas desenhar-te sem lápis é mais ou menos assim: Já observaste um maestro? Como ele consegue traçar o som com toda aquela peculiar regência? E reparas como cria ele aquela harmonia?
Pois bem, tu fazes isso com algumas partes do meu dia.
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Segunda-feira, Março 05, 2012

Roupa para quem canta

Para que serve o fecho éclair nesta história? Não seria mais fácil se te mantivesses naquela vestimenta do costume?
Pergunto-me se ainda vives junto daquela harpa cheia de músicas diferentes. Todas tocavam em diversos tons e transformavam-se sempre em algo de muito bom gosto.
Apaixonei-ne rápido demais. Confiei na minha pele arrepiada, quando algo sobre ti surgia em mim. Gostava que percebesses o quão bonito seria ouvir o som do momento em que costumo pensar em ti. Operetas à parte, seria um hino em nome de um poeta esquecido.
Não te esqueças de uma coisa, essa não menos importante que a outra. O nosso encontro é do género raposódia, mas sem aquelas partes que parecem quase desaparecidas. O nosso desencontro daria uma melodia para aqueles dias tristes.
Irei encontrar-te em cantos desconhecidos, mesmo nos dias em que não te procuro. Serei um vinco de encantar no teu conjunto preferido.

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